Wednesday, May 12, 2010

The soul keeper

Ao retrato de Sabina Spielrein filmado por Roberto Faenza

No vórtice
varrendo as horas
do fundo do poço
um abismo sem dono
disfarça o escuro,
descasca dos muros
                                      os musgos
que crescem ao roer da alma.

A dor disseca profunda,
bisturi de pulsantes vertigens.

O amor:
estende-se, (entende-se)
aprende-se, (enlaça)
vasculha e decepa
o fundo do oco bolor.

A mão que erige, molda
a vida
a argila
a pulsar
subterrânea
(no fundo vazio dos vórtices da alma).

5 comments:

Juan Moravagine Carneiro said...

E ainda há quem diz que não é tempo de escrever sobre "rosas"...

belo poema


abraço

Le fils de la mort said...

Sonoridade que entra na alma... sensações penetrantes que arrastam o corpo...

Adorei o poema! Pura emoção transbordando de cada verso - que posso mesmo ouvir em sussurros ao pé do ouvido.

É isso, até a próxima!

P.S.: não sei se vc se lembra de mim, Sarau Chama Poética - Sesc/PP...

viacimabue27 said...

Obrigada Juan e Le fils
sim me lembro de vc! Que bom que agora esta' lendo as minhas poesias :) seja bem-vindo!
um abraço

André Luiz said...

Me surpreendo com a emoção que vc coloca nas palavras..... palavras únicas... palavras suas!

besos

Thalita Castello Branco, said...

Ah, Sabina é isso! Sabina é isso.